Braz Melo (*)
Recebi o convite do Deputado Geraldo Resende e do prefeito Ari para participar do lançamento dos serviços de galerias e drenagem de parte da Vila Cachoeirinha. Fiquei feliz e fiz um e-mail agradecendo e me desculpando, pois tinha compromisso agendado anteriormente.
Geraldo tem trazido muitos recursos para nossa cidade e região. Quem dera se na época que eu fui prefeito, tivesse um deputado federal para trazer tantos recursos para o desenvolvimento de nossa cidade, como o anterior e o atual estão tendo do Geraldo. A maior parte das obras feitas por nós foi com recursos próprios. Tirados da própria carne.
A vila Cachoeirinha nasceu na minha primeira gestão, quando toda segunda-feira à tarde eu separava para receber qualquer morador de nossa cidade para reivindicações. Reparei que duas coisas o povo mais pedia. Remédio e casa para morar.
Como aquelas pessoas normalmente eram empregados informais e não tendo programas habitacionais feitos para eles, então resolvi procurar uma área e começar um programa onde a Prefeitura desse o terreno, o Governo do Estado entrava com a água e energia e os moradores construíam sua casa.
Ali antigamente funcionava o Matadouro Municipal de Dourados. Ao lado tinha uma área do Senhor Valdomiro Monteiro, douradense, que morava em Ponta Porã e que anteriormente tinha vendido uma parte da área para construção da lagoa de Oxidação da SANEMAT.
Na primeira visita aquele local pude ver uma pequena queda d água, onde alguns garotos tomavam banho. O nome saiu dalí, Cachoeirinha.
A partir daí foi amor a primeira vista. Fizemos o primeiro loteamento social de Dourados. Depois de feito o projeto e aberto as primeiras ruas, abrimos inscrições para que todos que não tinham terrenos ou casas tivessem oportunidade de construir a sua casa.
Quem recebia o lote tinha três meses para construir sua casa. Muitos resolveram montar uma barraca de lona preta e já morava lá, pois além de economizar o aluguel, cuidava de seus tijolos para que não os roubasse a noite.
Aquilo virou um formigueiro. Gente para todo lado.
O projeto contemplava perto de 1.100 lotes, obedecendo as normas de engenharia e de proteção ambiental.
Os contratos eram feitos de preferência em nome das mulheres, pois elas têm mais amor pela sua casa. É seu lar. O homem é mais nômade e não tem tanto amor pela sua residência.
Houve, durante muito tempo, uma discriminação com os moradores daquele bairro, como antigamente era a Vila Rosa e Vila Índio. Construímos um CEU, uma creche, um posto de saúde e uma lavanderia comunitária, que até hoje é o “ganha pão” de muita senhoras que moram ali.
Fizemos três pontes interligando os bairros com a nova vila (duas com emendas do Senador Ramez Tebet) e na segunda gestão fizemos algumas drenagens e galerias de água pluviais, com emenda do Deputado Federal Marçal Filho.
A SANESUL construiu um esgoto sanitário, que para baratear foi feito passando nos quintais das moradias e os moradores ligavam o esgoto e também a galeria de águas pluviais. Toda chuva dava um super dimensionamento de água e era um “Deus nos Acuda”.
Na gestão do Humberto Teixeira foi feito a experiência de calçar as ruas de ônibus com pedra. Dava emprego e beneficiava o seu bairro.
Houve muita invasão, principalmente na época de mudança de governo. Tem gente especializada em promover este crime.
Deixamos na segunda gestão o contrato assinado do HABITAR-BIRD para a retirada dos invasores e colocarem eles em outros locais, feitos pelo prefeito Tetila.
Para ser o bairro que sonhamos vai demorar um pouco mais, porém as administrações trabalharam bastante para diminuir o sofrimento daqueles que não tinham um terreno, muito menos um teto, mas esperança e muita força de vontade.
quinta-feira, 30 de abril de 2009
As Rotatórias e o trânsito de Dourados
Braz Melo (*)
Muita gente pensa que as rotatórias que implantamos em Dourados trouxemos a idéia da Alemanha. Mas foi uma idéia que copiamos de Goiânia, uma das poucas capitais brasileiras planejadas.
No início, muita gente estranhou. Uns achavam que os caminhões não conseguiriam fazer a curva. A maioria acreditava que teriam muitos acidentes ali.
Lendo a coluna Informe C do meu amigo tricolor das Laranjeiras, Cícero Faria, reclamando providencias para novo estudo do transito de nossa cidade e dando a entender que algumas rotatórias estariam atrapalhando o transito em Dourados. Que elas já prestaram o serviço que poderiam prestar, aproveito para discordar em parte.
Só para ilustrar, conheço além de Goiânia, rotatórias em Brasília, Londrina e Maringá aqui no Brasil. Todas cidades planejadas.
A vantagem das rotatórias é que elas diminuem a velocidade do transito, sem serem necessário os quebra molas, que na administração passada daqui de Dourados foram implantados indiscriminadamente. Ela dá condições aos motoristas poderem dobrar a esquerda sem problemas. E nas horas de pouco transito, principalmente à noite, o motorista não tem que esperar o sinal abrir, pois é a hora apropriada para assaltos.
Outra vantagem das rotatórias é a de poucos acidentes em relação às encruzilhadas com semáforo. E no caso de acidentes, é por culpa do motorista, principalmente por alta velocidade.
Realmente existem rotatórias que precisam de mudanças no entorno delas. Uma é a da estatua do Getulio, esquina das Avenidas Presidente Vargas com Joaquim Teixeira Alves, pois o estacionamento no canteiro central em frente dos Bancos Bradesco e Itaú cria a maior confusão na hora do pico do horário bancário. Nesta rotatória passam menos carros do que na da Marcelino com Nelson de Araujo e nesta não tem esse engarrafamento. Porque não tem estacionamento central. Naquela deveria arrancar o canteiro central e obrigar os carros a só irem para frente. Nestes locais seria proibido sair de ré. É este o maior problema ali, além de deslocar o semáforo da esquina com João Candido Câmara para mais para frente, pois liberaria os carros à direita nesta rua. Em algumas cidades que tem essas rotatórias já implantaram este sistema, que funciona muito bem.
As duas maiores rotatórias de Dourados precisam ser mais bem iluminadas, ou melhor, só falta substituírem as lâmpadas queimadas. A do Monumento ao Colono, que há oito anos está completamente a escuras e que colocaram um baita de um quebra molas desnecessário na sua entrada. Já a Rotatória da Bandeira, na Praça Walter Guaritá, que também há oito anos está com as luzes apagadas, cometendo um crime, pois a bandeira nacional não pode ficar no escuro (Lei 5.700; art.15 & 3). Inclusive a bandeira que lá se encontra parece a da retomada de Corumbá, de tantos furos e rasgos.
Tem que se pensar também nas ciclo faixas, pois em todo lugar do mundo que é feita na rua tem de ter uma calçada de pelo menos 80 centímetros dividindo-a da pista de rolamento dos carros. Com calçadas largas como a nossa, é mais fácil remove-las para as calçadas. È bem menor uma batida entre uma bicicleta e pessoas do que com um carro.
Outra modificação é sobre as caçambas de entulhos. Deveriam passar para calçadas também, pois se tem alguém que deve ser incomodado é o que precisa deste utensílio. Porque todos devem ser incomodados? E diminuiriam os acidentes graves que tem acontecido em Dourados entre carros e principalmente motos com as caçambas de entulhos.
Tem outro problema sério em nosso transito que são os cruzamentos de 100 em 100 metros. Além de aumentar o risco de colisões, vai ser um “Deus nos acuda” o dia que for resolver este problema, fechando 2 ou 3 ruas no canteiro central da Marcelino Pires e deixando só uma aberta, mas esse assunto é para outro dia.
Muita gente pensa que as rotatórias que implantamos em Dourados trouxemos a idéia da Alemanha. Mas foi uma idéia que copiamos de Goiânia, uma das poucas capitais brasileiras planejadas.
No início, muita gente estranhou. Uns achavam que os caminhões não conseguiriam fazer a curva. A maioria acreditava que teriam muitos acidentes ali.
Lendo a coluna Informe C do meu amigo tricolor das Laranjeiras, Cícero Faria, reclamando providencias para novo estudo do transito de nossa cidade e dando a entender que algumas rotatórias estariam atrapalhando o transito em Dourados. Que elas já prestaram o serviço que poderiam prestar, aproveito para discordar em parte.
Só para ilustrar, conheço além de Goiânia, rotatórias em Brasília, Londrina e Maringá aqui no Brasil. Todas cidades planejadas.
A vantagem das rotatórias é que elas diminuem a velocidade do transito, sem serem necessário os quebra molas, que na administração passada daqui de Dourados foram implantados indiscriminadamente. Ela dá condições aos motoristas poderem dobrar a esquerda sem problemas. E nas horas de pouco transito, principalmente à noite, o motorista não tem que esperar o sinal abrir, pois é a hora apropriada para assaltos.
Outra vantagem das rotatórias é a de poucos acidentes em relação às encruzilhadas com semáforo. E no caso de acidentes, é por culpa do motorista, principalmente por alta velocidade.
Realmente existem rotatórias que precisam de mudanças no entorno delas. Uma é a da estatua do Getulio, esquina das Avenidas Presidente Vargas com Joaquim Teixeira Alves, pois o estacionamento no canteiro central em frente dos Bancos Bradesco e Itaú cria a maior confusão na hora do pico do horário bancário. Nesta rotatória passam menos carros do que na da Marcelino com Nelson de Araujo e nesta não tem esse engarrafamento. Porque não tem estacionamento central. Naquela deveria arrancar o canteiro central e obrigar os carros a só irem para frente. Nestes locais seria proibido sair de ré. É este o maior problema ali, além de deslocar o semáforo da esquina com João Candido Câmara para mais para frente, pois liberaria os carros à direita nesta rua. Em algumas cidades que tem essas rotatórias já implantaram este sistema, que funciona muito bem.
As duas maiores rotatórias de Dourados precisam ser mais bem iluminadas, ou melhor, só falta substituírem as lâmpadas queimadas. A do Monumento ao Colono, que há oito anos está completamente a escuras e que colocaram um baita de um quebra molas desnecessário na sua entrada. Já a Rotatória da Bandeira, na Praça Walter Guaritá, que também há oito anos está com as luzes apagadas, cometendo um crime, pois a bandeira nacional não pode ficar no escuro (Lei 5.700; art.15 & 3). Inclusive a bandeira que lá se encontra parece a da retomada de Corumbá, de tantos furos e rasgos.
Tem que se pensar também nas ciclo faixas, pois em todo lugar do mundo que é feita na rua tem de ter uma calçada de pelo menos 80 centímetros dividindo-a da pista de rolamento dos carros. Com calçadas largas como a nossa, é mais fácil remove-las para as calçadas. È bem menor uma batida entre uma bicicleta e pessoas do que com um carro.
Outra modificação é sobre as caçambas de entulhos. Deveriam passar para calçadas também, pois se tem alguém que deve ser incomodado é o que precisa deste utensílio. Porque todos devem ser incomodados? E diminuiriam os acidentes graves que tem acontecido em Dourados entre carros e principalmente motos com as caçambas de entulhos.
Tem outro problema sério em nosso transito que são os cruzamentos de 100 em 100 metros. Além de aumentar o risco de colisões, vai ser um “Deus nos acuda” o dia que for resolver este problema, fechando 2 ou 3 ruas no canteiro central da Marcelino Pires e deixando só uma aberta, mas esse assunto é para outro dia.
ACAMPAMENTOS
Isaac Duarte de Barros Junior *
Nos movimentados acampamentos saudosos, dos primeiros desbravadores técnicos em abrir estradas, montados no flanco das matas prolixas douradenses, nas faixas abertas de malhas vicinais no começo dos anos quarenta do século findo, trabalharam diversos engenheiros e topógrafos, acompanhados de muitos peões robustos. Nesse tempo, cultivava-se de maneira saudável e fraternal, o auxilio poroso do pioneirismo. Esses trabalhadores, muitas vezes auxiliaram nas necessidades de medicamentos, os nossos primeiros colonos agricultores acampados a margem dessas rústicas estradas. Tais acontecimentos se deram, enquanto essas centenas de brasileiros esquecidos abriam nas trilheiras nativas os caminhos do progresso. Enquanto esperavam ansiosos juntamente com as suas famílias, o momento de ingressarem na posse das terras que lhes seriam doadas, os migrantes ofereciam seus serviços braçais.
Diversos desses povoadores, na sua maioria nordestinos de nascimento, trabalharam temporariamente como contratados cortadores de machado e foice, abrindo as primeiras picadas nas trilhas que eram traçadas. Nesse tempo em nossa região progressista, o direito de posse numa propriedade, fosse de quem fosse, era respeitado e reconhecido pelos ordeiros migrantes retirantes das terras cálidas, os quais aguardavam pacientemente o momento de receberem o seu pedaço destinado nas glebas devolutas. Hoje, os “cabeças chatas” daqueles tempos, são reconhecidos como os fundadores de muitos municípios sulmatogrossenses.
Diferente da estranha política agrária aplicada pelo governo federal no momento, bem antes de iniciar muitos dos atuais distúrbios no campo, havia tranqüilidade na roça, e, qualquer chefe de família com seus filhos na idade adulta trabalhavam em parceria rural nas lavouras, calejando as mãos, ou até como peões de outros colonos já assentados. Enquanto labutavam sob o calor do sol inclemente daqueles dias, esses desbravadores aguardavam a liberação do seu quinhão de terra, para amanhá-la plantando e em seguida colher. Feita a colheita, vendiam ou trocavam os grãos produzidos, alimentando as pessoas da zona urbana, onde sempre existiam compradores interessados nas suas mercadorias.
Para alguns colonos que optaram pela pecuária, havia muita terra produtiva, e nestas tendo implantadas benfeitorias com pastagens formadas, geralmente elas se tornavam propriedades valorizadas, sendo muitas delas posteriormente compradas, se fosse essa a vontade dos empresários interessados em importar e exportar a carne vacum. Essas áreas produtivas, na fase da colonização, historicamente, jamais foram invadidas por gente desclassificada como as que vemos invadir terras dos outros agora. Na verdade, essas pessoas de mau caráter, direcionadas por pseudos intelectuais da atual política agrária, incentivam pessoas que simplesmente nunca trabalharam no campo, a invadir propriedades rurais.
No transcorrer dos anos, a zona rural se desenvolveu bastante e os bem vindos acampamentos daqueles barnabés das estradas foram desmontados após a missão cumprida. Muitas dessas faixas vicinais transformaram em estradas estaduais asfaltadas, cruzando rodovias federais. Entretanto, com o tempo passando, sob o olhar espantado dos novos empreendedores rurais, na maioria agricultores vindos do sul brasileiro, eles assistiram serem montados novos acampamentos à beira de quase todas essas estradas. Ameaçadoramente, seus ocupantes, invadiam e queimavam, matavam ou causavam enormes prejuízos. Pelo que fui informado por ruralistas plantadores, todos esses malfeitores do século vinte e um receberam a alcunha de os “sem terras”.
Bandoleiramente, esse grupelho agora leva desassossego e temor ao campo. Inclusive, para o interior das áreas reservadas aos nossos pacatos indígenas honestos. Suas presenças malévolas, incentivadas pela esquerda radical incendiária, acabaram depois de tantas invasões depredatórias, semeando o medo e desconfiança nos produtores rurais, fazendo a classe dos ruralistas se unirem e investir em seguranças particulares, produzindo com esses gastos menos do que poderiam produzir plantando.
Assim, enquanto esses facínoras disfarçados de agricultores recebem auxilio médico e alimentos, parte deles seguem organizados em bandos, postando-se vadiamente com suas famílias em estado lastimável na frente de propriedades produtivas, tramando como quadrilheiros qual o melhor momento para invadir uma propriedade rural. E se nada for feito para coibir esses abusos, que contenham esses seres ensandecidos, untados pelo ódio das mágoas de diferenças sociais como estão lambuzados; os alimentos inevitavelmente irão faltar nas mesas, porque eles nada produzem. Desgraçadamente para a nação, também não deixam ninguém e quem quer produzir, fazê-lo em paz.
Melhor analisando os últimos lamentáveis episódios dessa briga campal, creio que esses avanços vândalos, resultarão na falta gradativa de produtos cada vez maior nos mercados. E se antes os favelados pilantras urbanos, urdiam roubos nas suas malocas, transformando-as em um covil temporário, a violência agora se interiorizou nas regiões brasileiras, incluindo a nossa. Creio que uma grande parte deles, tem personalidade voltada para o crime e está se deslocando rumo á zona rural. Pior, é que as nossas matas douradenses desapareceram e as poucas reservas florestais estão sendo danificadas por iniciativa de beócios. Certamente, com esse último gesto depredatório impertinente, o futuro da pecuária e da agricultura que assentaram os pilares de Dourados está desoladoramente condenado...
advogado criminalista, jornalista.
e-mail : isane_isane@hotmail.com
Nos movimentados acampamentos saudosos, dos primeiros desbravadores técnicos em abrir estradas, montados no flanco das matas prolixas douradenses, nas faixas abertas de malhas vicinais no começo dos anos quarenta do século findo, trabalharam diversos engenheiros e topógrafos, acompanhados de muitos peões robustos. Nesse tempo, cultivava-se de maneira saudável e fraternal, o auxilio poroso do pioneirismo. Esses trabalhadores, muitas vezes auxiliaram nas necessidades de medicamentos, os nossos primeiros colonos agricultores acampados a margem dessas rústicas estradas. Tais acontecimentos se deram, enquanto essas centenas de brasileiros esquecidos abriam nas trilheiras nativas os caminhos do progresso. Enquanto esperavam ansiosos juntamente com as suas famílias, o momento de ingressarem na posse das terras que lhes seriam doadas, os migrantes ofereciam seus serviços braçais.
Diversos desses povoadores, na sua maioria nordestinos de nascimento, trabalharam temporariamente como contratados cortadores de machado e foice, abrindo as primeiras picadas nas trilhas que eram traçadas. Nesse tempo em nossa região progressista, o direito de posse numa propriedade, fosse de quem fosse, era respeitado e reconhecido pelos ordeiros migrantes retirantes das terras cálidas, os quais aguardavam pacientemente o momento de receberem o seu pedaço destinado nas glebas devolutas. Hoje, os “cabeças chatas” daqueles tempos, são reconhecidos como os fundadores de muitos municípios sulmatogrossenses.
Diferente da estranha política agrária aplicada pelo governo federal no momento, bem antes de iniciar muitos dos atuais distúrbios no campo, havia tranqüilidade na roça, e, qualquer chefe de família com seus filhos na idade adulta trabalhavam em parceria rural nas lavouras, calejando as mãos, ou até como peões de outros colonos já assentados. Enquanto labutavam sob o calor do sol inclemente daqueles dias, esses desbravadores aguardavam a liberação do seu quinhão de terra, para amanhá-la plantando e em seguida colher. Feita a colheita, vendiam ou trocavam os grãos produzidos, alimentando as pessoas da zona urbana, onde sempre existiam compradores interessados nas suas mercadorias.
Para alguns colonos que optaram pela pecuária, havia muita terra produtiva, e nestas tendo implantadas benfeitorias com pastagens formadas, geralmente elas se tornavam propriedades valorizadas, sendo muitas delas posteriormente compradas, se fosse essa a vontade dos empresários interessados em importar e exportar a carne vacum. Essas áreas produtivas, na fase da colonização, historicamente, jamais foram invadidas por gente desclassificada como as que vemos invadir terras dos outros agora. Na verdade, essas pessoas de mau caráter, direcionadas por pseudos intelectuais da atual política agrária, incentivam pessoas que simplesmente nunca trabalharam no campo, a invadir propriedades rurais.
No transcorrer dos anos, a zona rural se desenvolveu bastante e os bem vindos acampamentos daqueles barnabés das estradas foram desmontados após a missão cumprida. Muitas dessas faixas vicinais transformaram em estradas estaduais asfaltadas, cruzando rodovias federais. Entretanto, com o tempo passando, sob o olhar espantado dos novos empreendedores rurais, na maioria agricultores vindos do sul brasileiro, eles assistiram serem montados novos acampamentos à beira de quase todas essas estradas. Ameaçadoramente, seus ocupantes, invadiam e queimavam, matavam ou causavam enormes prejuízos. Pelo que fui informado por ruralistas plantadores, todos esses malfeitores do século vinte e um receberam a alcunha de os “sem terras”.
Bandoleiramente, esse grupelho agora leva desassossego e temor ao campo. Inclusive, para o interior das áreas reservadas aos nossos pacatos indígenas honestos. Suas presenças malévolas, incentivadas pela esquerda radical incendiária, acabaram depois de tantas invasões depredatórias, semeando o medo e desconfiança nos produtores rurais, fazendo a classe dos ruralistas se unirem e investir em seguranças particulares, produzindo com esses gastos menos do que poderiam produzir plantando.
Assim, enquanto esses facínoras disfarçados de agricultores recebem auxilio médico e alimentos, parte deles seguem organizados em bandos, postando-se vadiamente com suas famílias em estado lastimável na frente de propriedades produtivas, tramando como quadrilheiros qual o melhor momento para invadir uma propriedade rural. E se nada for feito para coibir esses abusos, que contenham esses seres ensandecidos, untados pelo ódio das mágoas de diferenças sociais como estão lambuzados; os alimentos inevitavelmente irão faltar nas mesas, porque eles nada produzem. Desgraçadamente para a nação, também não deixam ninguém e quem quer produzir, fazê-lo em paz.
Melhor analisando os últimos lamentáveis episódios dessa briga campal, creio que esses avanços vândalos, resultarão na falta gradativa de produtos cada vez maior nos mercados. E se antes os favelados pilantras urbanos, urdiam roubos nas suas malocas, transformando-as em um covil temporário, a violência agora se interiorizou nas regiões brasileiras, incluindo a nossa. Creio que uma grande parte deles, tem personalidade voltada para o crime e está se deslocando rumo á zona rural. Pior, é que as nossas matas douradenses desapareceram e as poucas reservas florestais estão sendo danificadas por iniciativa de beócios. Certamente, com esse último gesto depredatório impertinente, o futuro da pecuária e da agricultura que assentaram os pilares de Dourados está desoladoramente condenado...
advogado criminalista, jornalista.
e-mail : isane_isane@hotmail.com
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Se eu fosse você
Braz Melo (*)
Esta semana o filme “Se eu fosse você” bateu o recorde de bilheterias de filme nacional mais assistido. Ultrapassou a bilheteria de “2 filhos de Francisco”, aquele filme que conta a vida de Zezé de Camargo e Luciano, que assisti e chorei bastante. E tem gente que é doido para fazer coisas que nunca pensou em fazer, acreditando ser fácil. Pelo filme vimos como esses grandes cantores sertanejos sofreram para ter a fama que tem hoje. Os trouxemos na inauguração do asfalto no bairro Ouro Verde em 1991. Eles estavam iniciando seu grande sucesso. Eles eram tão novos e não aparentavam que tinham sofrido tanto.
Não gostei muito do “Se eu fosse você”, talvez pelo enredo, pois os artistas Toni Ramos e Gloria Pires são espetaculares.
O nome do filme nos dá condições de imaginar, no cotidiano, diversas idéias diferentes daqueles que tem obrigação de fazer muita coisa.
Imaginem quantos auxiliares gostariam de dizer para o chefe: - Se eu fosse você... Faria desta maneira. Mas a grande maioria não tem coragem ou nem quer se meter.
E no futebol? Quantos palmeirenses gostariam de dar opinião ao Vanderlei Luxemburgo. E o Dunga? Esse nem se fala. É um Brasil inteiro dando opinião quem ele deve escalar. Há tempos atrás teve até um personagem do Jô Soares, que ligava para o Telê Santana e mandava: ”Bota o ponta, Telê...”.
Imaginem quantos gostariam de falar isso com o Presidente da Republica?
Com o Prefeito, por estar mais próximo de nós, temos mais esta oportunidade. Mesmo tendo muitas tarefas a cumprir, e que o inicio é muito corrido, espero que algum assessor leia e passa para ele.
Se eu fosse você, procuraria evitar mudar nomes de prédios públicos como o que saiu o fez e você acabou de fazer. Antigamente era o Hospital da OMS. Passou para Hospital Regional e que mais tarde mudou para Hospital Maria Aparecida Pedrossian, que depois mudou para Hospital da Mulher, que passou para Hospital de Traumas e a poucos dias você mudou para Hospital da Vida. É muita mudança pra atender tão pouco, não acha?
Falo tão pouco, porque outro dia estive no Parque das Nações 2 e o posto de saúde estava fechado na hora do almoço. Quer dizer que ninguém pode adoecer das 11 às 13 horas? Só falta mandar uma lei para aprovação dos vereadores para que isso seja obrigatório. Se eu fosse você, mandaria uma turma entrar duas horas depois dos outros, para que na hora do almoço tivesse alguns funcionários para atender a população. Assim teria gente atendendo pelo menos durante o expediente normal, enquanto não dá para cumprir sua promessa de campanha de atender 24 horas.
Esses dias atrás teve um simpósio na UEMS/UFGD e foi discutido sobre residências medicas aqui em Dourados. Eu já tinha abordado este assunto em 19/03/09 no artigo “Os novos médicos de Dourados”. Espero que alguém da Secretaria Municipal de Saúde tenha ido lá e discutido com o palestrante de São Paulo e os diretores da Faculdade de Medicina.
Fiquei sabendo que vão fazer galeria de águas pluviais no bairro Cachoeirinha. Se eu fosse você pediria para que no projeto estudassem a passagem da travessia da estrada que liga a Ponta Porã e também a que liga a Caarapó, pois pode criar um gargalo nesses locais e represar a água da chuva. Aquela travessia foi feita há muito tempo e não tinha nada impermeabilizado (asfalto) naquela região.
Mas isso, se eu fosse você...
Esta semana o filme “Se eu fosse você” bateu o recorde de bilheterias de filme nacional mais assistido. Ultrapassou a bilheteria de “2 filhos de Francisco”, aquele filme que conta a vida de Zezé de Camargo e Luciano, que assisti e chorei bastante. E tem gente que é doido para fazer coisas que nunca pensou em fazer, acreditando ser fácil. Pelo filme vimos como esses grandes cantores sertanejos sofreram para ter a fama que tem hoje. Os trouxemos na inauguração do asfalto no bairro Ouro Verde em 1991. Eles estavam iniciando seu grande sucesso. Eles eram tão novos e não aparentavam que tinham sofrido tanto.
Não gostei muito do “Se eu fosse você”, talvez pelo enredo, pois os artistas Toni Ramos e Gloria Pires são espetaculares.
O nome do filme nos dá condições de imaginar, no cotidiano, diversas idéias diferentes daqueles que tem obrigação de fazer muita coisa.
Imaginem quantos auxiliares gostariam de dizer para o chefe: - Se eu fosse você... Faria desta maneira. Mas a grande maioria não tem coragem ou nem quer se meter.
E no futebol? Quantos palmeirenses gostariam de dar opinião ao Vanderlei Luxemburgo. E o Dunga? Esse nem se fala. É um Brasil inteiro dando opinião quem ele deve escalar. Há tempos atrás teve até um personagem do Jô Soares, que ligava para o Telê Santana e mandava: ”Bota o ponta, Telê...”.
Imaginem quantos gostariam de falar isso com o Presidente da Republica?
Com o Prefeito, por estar mais próximo de nós, temos mais esta oportunidade. Mesmo tendo muitas tarefas a cumprir, e que o inicio é muito corrido, espero que algum assessor leia e passa para ele.
Se eu fosse você, procuraria evitar mudar nomes de prédios públicos como o que saiu o fez e você acabou de fazer. Antigamente era o Hospital da OMS. Passou para Hospital Regional e que mais tarde mudou para Hospital Maria Aparecida Pedrossian, que depois mudou para Hospital da Mulher, que passou para Hospital de Traumas e a poucos dias você mudou para Hospital da Vida. É muita mudança pra atender tão pouco, não acha?
Falo tão pouco, porque outro dia estive no Parque das Nações 2 e o posto de saúde estava fechado na hora do almoço. Quer dizer que ninguém pode adoecer das 11 às 13 horas? Só falta mandar uma lei para aprovação dos vereadores para que isso seja obrigatório. Se eu fosse você, mandaria uma turma entrar duas horas depois dos outros, para que na hora do almoço tivesse alguns funcionários para atender a população. Assim teria gente atendendo pelo menos durante o expediente normal, enquanto não dá para cumprir sua promessa de campanha de atender 24 horas.
Esses dias atrás teve um simpósio na UEMS/UFGD e foi discutido sobre residências medicas aqui em Dourados. Eu já tinha abordado este assunto em 19/03/09 no artigo “Os novos médicos de Dourados”. Espero que alguém da Secretaria Municipal de Saúde tenha ido lá e discutido com o palestrante de São Paulo e os diretores da Faculdade de Medicina.
Fiquei sabendo que vão fazer galeria de águas pluviais no bairro Cachoeirinha. Se eu fosse você pediria para que no projeto estudassem a passagem da travessia da estrada que liga a Ponta Porã e também a que liga a Caarapó, pois pode criar um gargalo nesses locais e represar a água da chuva. Aquela travessia foi feita há muito tempo e não tinha nada impermeabilizado (asfalto) naquela região.
Mas isso, se eu fosse você...
Conselho a Moisés (A Divisão de Responsabilidade)
Braz Melo (*)
Êxodo 18:18,21, 22 18 Certamente desfalecerás, assim tu, como este povo que está contigo. O trabalho te é pesado demais; tu só não o podes fazer. 21 Mas procura dentre todo o povo homens capazes, tementes a Deus, homens de verdade, que aborreçam a avareza; põe-nos sobre eles por chefes de mil, chefes de cem, chefes de cinqüenta e chefes de dez. 22 Julguem a este povo em todo o tempo. Que a ti tragam toda causa grave, mas toda causa pequena eles mesmos a julguem. Assim a ti mesmo te aliviarás da carga, e eles a levarão contigo. [Cf. os versículos 13-26.]
Esta é uma parte da Bíblia, no livro Êxodo em que Jetro, sogro de Moisés o aconselha a delegar algumas das suas responsabilidades, pois ficou preocupado, já que o povo era numeroso e Moisés sozinho julgava todas as causas, aconselhava as pessoas, dava as ordens e tudo isso poderia levá-lo a um profundo cansaço.
É o que dizem estar acontecendo com o Prefeito Ari. Batendo escanteio e indo para a área cabecear. Seria importante ele ter Secretários em que ele confiasse, pois ninguém consegue tocar uma Prefeitura como a de Dourados sem ter pessoas de sua confiança para ajudá-lo.
E não adianta colocar um auxiliar para cuidar do Secretário, pois além de tirar a força do oficial, acaba criando outro Secretário. Genérico, mas que cria uma bruta confusão. Podem reparar que cada Secretaria tem dois Secretários, ou pelo menos dois que mandam. Isso nunca funcionou e creio que não será agora que irá funcionar.
Talvez por isso que o Secretario de Saúde numero um, Edivaldo Moreira, melhor amigo e companheiro de primeira hora do Prefeito, já pediu o boné duas vezes. Não há cristão que agüente.
Na própria estrutura montada pelo atual Prefeito ele dividiu em duas a antiga Secretaria de Fazenda, criando a Secretaria de Receita e a Secretaria de Finanças. Isso também nunca funcionou em lugar nenhum. Quando alguém vai receber e não tem recurso, um bota a culpa no outro. Isso é o normal. Como dizia minha avó: ”Onde falta pão, todo mundo briga e ninguém tem razão”.
E parece que isso já está acontecendo, pois para quem esperava ter uma receita de R$ 420 milhões no ano (previsto no orçamento e que contava com uma arrecadação de 35 milhões por mês) e no primeiro mês arrecadou pouco mais de 15 milhões, com uma folha de pagamento em torno de 12 milhões, é perto de acreditar ter caído no conto do vigário, já que o ex- prefeito Tetila lhe disse que deixaria a Prefeitura redondinha. Isso sem contar com a Enersul com a escada a postos para cortar a energia da Prefeitura, que o antecessor deixou uma divida de 7 milhões vencida, somente com essa empresa.
Em Campo Grande, cujo prefeito foi reeleito, e que tem muita experiência, nessa nova gestão diminuiu o número de Secretarias para onze. Aqui são dezessete Secretarias, fora os assessores especiais que ganham como Secretários.
Seria bom fazer o que Jetro, sogro de Moises o aconselhou a 4 mil anos atrás. Não tentar resolver tudo sozinho, mas dar nomes e poderes aos chefes. Com isso terá tempo e tranqüilidade em resolver problemas maiores e buscar mais recursos fora, para diminuir o rombo da previsão orçamentária.
Êxodo 18:18,21, 22 18 Certamente desfalecerás, assim tu, como este povo que está contigo. O trabalho te é pesado demais; tu só não o podes fazer. 21 Mas procura dentre todo o povo homens capazes, tementes a Deus, homens de verdade, que aborreçam a avareza; põe-nos sobre eles por chefes de mil, chefes de cem, chefes de cinqüenta e chefes de dez. 22 Julguem a este povo em todo o tempo. Que a ti tragam toda causa grave, mas toda causa pequena eles mesmos a julguem. Assim a ti mesmo te aliviarás da carga, e eles a levarão contigo. [Cf. os versículos 13-26.]
Esta é uma parte da Bíblia, no livro Êxodo em que Jetro, sogro de Moisés o aconselha a delegar algumas das suas responsabilidades, pois ficou preocupado, já que o povo era numeroso e Moisés sozinho julgava todas as causas, aconselhava as pessoas, dava as ordens e tudo isso poderia levá-lo a um profundo cansaço.
É o que dizem estar acontecendo com o Prefeito Ari. Batendo escanteio e indo para a área cabecear. Seria importante ele ter Secretários em que ele confiasse, pois ninguém consegue tocar uma Prefeitura como a de Dourados sem ter pessoas de sua confiança para ajudá-lo.
E não adianta colocar um auxiliar para cuidar do Secretário, pois além de tirar a força do oficial, acaba criando outro Secretário. Genérico, mas que cria uma bruta confusão. Podem reparar que cada Secretaria tem dois Secretários, ou pelo menos dois que mandam. Isso nunca funcionou e creio que não será agora que irá funcionar.
Talvez por isso que o Secretario de Saúde numero um, Edivaldo Moreira, melhor amigo e companheiro de primeira hora do Prefeito, já pediu o boné duas vezes. Não há cristão que agüente.
Na própria estrutura montada pelo atual Prefeito ele dividiu em duas a antiga Secretaria de Fazenda, criando a Secretaria de Receita e a Secretaria de Finanças. Isso também nunca funcionou em lugar nenhum. Quando alguém vai receber e não tem recurso, um bota a culpa no outro. Isso é o normal. Como dizia minha avó: ”Onde falta pão, todo mundo briga e ninguém tem razão”.
E parece que isso já está acontecendo, pois para quem esperava ter uma receita de R$ 420 milhões no ano (previsto no orçamento e que contava com uma arrecadação de 35 milhões por mês) e no primeiro mês arrecadou pouco mais de 15 milhões, com uma folha de pagamento em torno de 12 milhões, é perto de acreditar ter caído no conto do vigário, já que o ex- prefeito Tetila lhe disse que deixaria a Prefeitura redondinha. Isso sem contar com a Enersul com a escada a postos para cortar a energia da Prefeitura, que o antecessor deixou uma divida de 7 milhões vencida, somente com essa empresa.
Em Campo Grande, cujo prefeito foi reeleito, e que tem muita experiência, nessa nova gestão diminuiu o número de Secretarias para onze. Aqui são dezessete Secretarias, fora os assessores especiais que ganham como Secretários.
Seria bom fazer o que Jetro, sogro de Moises o aconselhou a 4 mil anos atrás. Não tentar resolver tudo sozinho, mas dar nomes e poderes aos chefes. Com isso terá tempo e tranqüilidade em resolver problemas maiores e buscar mais recursos fora, para diminuir o rombo da previsão orçamentária.
quarta-feira, 15 de abril de 2009
O Senador de Dourados
Braz Melo (*)
Quando eu vejo o interesse de muitos querendo que Dourados tenha um Senador, lembro quando, no meio da década de 1970, reuníamos na Caneca e falávamos sobre isso. Caneca era um bar e restaurante na Marcelino, onde reuniam jornalistas, engenheiros, médicos e empresários que trocavam idéias e sonhavam com coisas boas para nossa cidade e região. Entre uma caipirinha e outra sonhávamos com uma Dourados melhor. Idéias e projetos não faltavam. Nós chamávamos aquele local de Senado.
Existiram e ainda existem outros tantos em nossa cidade. Os mais antigos lembram-se da Cantina da Mama onde João Beltran, Adão Sacadura, Luiz Carlos de Matos, Ajuricaba, Alfonso e outros faziam ponto quase toda tarde.
Outro local que serviu como Senado foi no Mario Eto, mercearia ali da Nelson de Araujo. Lá se reuniam Erasmo e Edson Melo Rocha, Fredis Saldivar, Milton José de Paula, Djalma Bianchi, Joel Piccini, eu e outros que em pé ao lado dos sacos de mantimentos, tomando aperitivos, resolvíamos problemas que os governantes suavam para solucionar.
Teve também o Minas Gerais, no terceiro plano, que ninguém escapava das idéias e soluções do Vitamina, Tucho, Fernando Lammers, Egon Simm, Leonildo e outros. Depois foram fazer ponto no Rigo´s.
Hoje tem o Senado da Gaúcha que à tardinha é bem concorrido.
De manhã cedo ninguém vai trabalhar antes de passar no Taty´s Lanches. Tem as ultimas do dia anterior. Um pouco mais tarde é hora de dar uma passada no escritório do Ezequias Freire. Lá, além de botar o papo em dia, sempre se come uma melancia de brinde. Sempre estão lá o Antonio Freire, o Miguel, o Fidelis, o Frederico, o Anísio e outros.
Em 1982 José Elias foi candidato a Governador e por pouco perdia a eleição aqui. Foi uma vergonha para nós, douradenses. Até aí ninguém se preocupava com a Grande Dourados.
Em 1986 conseguimos lançar Totó como candidato a Senador e ele deu susto na classe política do estado, tendo mais de 100 mil votos. Foi indicado para o Tribunal de Contas do Estado, pois com a eleição, tínhamos criado um líder douradense que poderia incomodar os políticos da capital se continuasse na vida publica.
Os políticos de Campo Grande nunca mais deixaram nenhuma liderança aparecer por estas bandas. Quem aparecia, ou era obrigado a mudar para Campo Grande ou era atropelado politicamente.
Veja o caso do Egon Krakhecke, que saindo candidato ao Senado pelo PT na ultima eleição, teve mais voto que o candidato a Governador da mesma sigla, o Delcidio do Amaral. Não é o normal. Logo arrumaram um serviço para ele em Brasília. Prêmio ou afastamento do cenário político estadual?
Acredito ser a hora de nossa região voltar a fazer um trabalho para que Dourados volte a ter representação forte, não só legislativa, mas também executiva. Claro que vamos ter dificuldades em juntar os cacos, e não creio que teremos sucesso na primeira vez que tentarmos, porém em política o tempo passa rápido. E as cicatrizes não são nada para quem está condenado a morte.
Sempre disse que nós só cresceríamos com um Senador, como aconteceu com toda segunda cidade dos estados brasileiros. Londrina teve o José Richa como Senador e nunca mais o norte do Paraná deixou de ter representante no Senado Federal.
Campinas teve o Quercia, Rondonópolis em Mato Grosso teve Carlos Bezerra, Parnaíba no Piauí tem o Mão Santa, Campina Grande na Paraiba, os Cunha Lima. Isso é verdadeiro e normal. E todos depois viraram Governador.
Hoje penso um pouco diferente. Dourados não precisa de só um Senador. Precisamos juntamente com Ponta Porã, Naviraí, Ivinhema, Nova Andradina e toda a região é de um candidato a Governador, de um Senador e mais Deputados Federais e Estaduais. Chapa inteira. E se eles não gostarem, vamos dividir o estado novamente.
Quando eu vejo o interesse de muitos querendo que Dourados tenha um Senador, lembro quando, no meio da década de 1970, reuníamos na Caneca e falávamos sobre isso. Caneca era um bar e restaurante na Marcelino, onde reuniam jornalistas, engenheiros, médicos e empresários que trocavam idéias e sonhavam com coisas boas para nossa cidade e região. Entre uma caipirinha e outra sonhávamos com uma Dourados melhor. Idéias e projetos não faltavam. Nós chamávamos aquele local de Senado.
Existiram e ainda existem outros tantos em nossa cidade. Os mais antigos lembram-se da Cantina da Mama onde João Beltran, Adão Sacadura, Luiz Carlos de Matos, Ajuricaba, Alfonso e outros faziam ponto quase toda tarde.
Outro local que serviu como Senado foi no Mario Eto, mercearia ali da Nelson de Araujo. Lá se reuniam Erasmo e Edson Melo Rocha, Fredis Saldivar, Milton José de Paula, Djalma Bianchi, Joel Piccini, eu e outros que em pé ao lado dos sacos de mantimentos, tomando aperitivos, resolvíamos problemas que os governantes suavam para solucionar.
Teve também o Minas Gerais, no terceiro plano, que ninguém escapava das idéias e soluções do Vitamina, Tucho, Fernando Lammers, Egon Simm, Leonildo e outros. Depois foram fazer ponto no Rigo´s.
Hoje tem o Senado da Gaúcha que à tardinha é bem concorrido.
De manhã cedo ninguém vai trabalhar antes de passar no Taty´s Lanches. Tem as ultimas do dia anterior. Um pouco mais tarde é hora de dar uma passada no escritório do Ezequias Freire. Lá, além de botar o papo em dia, sempre se come uma melancia de brinde. Sempre estão lá o Antonio Freire, o Miguel, o Fidelis, o Frederico, o Anísio e outros.
Em 1982 José Elias foi candidato a Governador e por pouco perdia a eleição aqui. Foi uma vergonha para nós, douradenses. Até aí ninguém se preocupava com a Grande Dourados.
Em 1986 conseguimos lançar Totó como candidato a Senador e ele deu susto na classe política do estado, tendo mais de 100 mil votos. Foi indicado para o Tribunal de Contas do Estado, pois com a eleição, tínhamos criado um líder douradense que poderia incomodar os políticos da capital se continuasse na vida publica.
Os políticos de Campo Grande nunca mais deixaram nenhuma liderança aparecer por estas bandas. Quem aparecia, ou era obrigado a mudar para Campo Grande ou era atropelado politicamente.
Veja o caso do Egon Krakhecke, que saindo candidato ao Senado pelo PT na ultima eleição, teve mais voto que o candidato a Governador da mesma sigla, o Delcidio do Amaral. Não é o normal. Logo arrumaram um serviço para ele em Brasília. Prêmio ou afastamento do cenário político estadual?
Acredito ser a hora de nossa região voltar a fazer um trabalho para que Dourados volte a ter representação forte, não só legislativa, mas também executiva. Claro que vamos ter dificuldades em juntar os cacos, e não creio que teremos sucesso na primeira vez que tentarmos, porém em política o tempo passa rápido. E as cicatrizes não são nada para quem está condenado a morte.
Sempre disse que nós só cresceríamos com um Senador, como aconteceu com toda segunda cidade dos estados brasileiros. Londrina teve o José Richa como Senador e nunca mais o norte do Paraná deixou de ter representante no Senado Federal.
Campinas teve o Quercia, Rondonópolis em Mato Grosso teve Carlos Bezerra, Parnaíba no Piauí tem o Mão Santa, Campina Grande na Paraiba, os Cunha Lima. Isso é verdadeiro e normal. E todos depois viraram Governador.
Hoje penso um pouco diferente. Dourados não precisa de só um Senador. Precisamos juntamente com Ponta Porã, Naviraí, Ivinhema, Nova Andradina e toda a região é de um candidato a Governador, de um Senador e mais Deputados Federais e Estaduais. Chapa inteira. E se eles não gostarem, vamos dividir o estado novamente.
Reserva Indígena? Emancipação já.
Braz Melo (*)
Lendo um artigo do Advogado Wilson Matos da Silva, sobre as dificuldades da reserva indígena de Dourados, que ele como índio sofre na pele, reparei quando ele diz que ali não é reserva indígena e sim um “coloniamento de índios”.
Reserva ou ‘Coloniamento”, como previu o decreto estadual 401 que separou 3.600 hectares para esse “coloniamento”, de um total de 36.000 hectares do patrimônio de Dourados. Dez por cento de todo o patrimônio.
Eram poucos índios e com isso permitiu três etnias distintas e culturalmente diferentes se instalarem nesse local. Foi o inicio do problema.
Isso foi em 1.915. Aqui era só um patrimônio de Ponta Porã. E deu-se o nome de Francisco Horta.
O patrimônio virou distrito e em 1935 se tornou município. Cresceu em população e área territorial. E a aldeia só cresceu em população.
Hoje a história é outra. São perto de 12.000 pessoas nos mesmos 3.600 hectares. E claro com dificuldades diversas em relação há quase cem anos atrás. É a aldeia com maior população do Brasil.
Quando conheci a Reserva, era proibido até entrar sem permissão das autoridades.
Digo isso, pois deixei diversas obras, inclusive com recursos próprios ali, como o CEU da Reserva, o posto de saúde, a sala de cirurgias do hospital da Missão, abastecimento d água em convênio com a Funasa e outras obras e serviços.
Lembro que quando inauguramos o CEU, escolhemos profissionais índios para trabalharem como professores e funcionários. Até o diretor era índio. Foi uma das primeiras escolas a lecionar bilíngüe, português e guarani.
No posto de saúde até os enfermeiros eram índios. Como não tinha médico índio convidamos uma nissei, Dra. Alice Kozorovisck, pela aparência e pela sua boa vontade para ser a médica do posto de saúde. Eles a adoravam.
No primeiro dia de aula no CEU, quando chegou o ônibus que buscava os alunos, onde esperávamos 40 alunos vieram uns 200. Índio vai onde os filhos vão. Por isso lá não precisa de creches. O pneu do ônibus quase estourou de tanto peso.
Fui até a reserva esta semana e verifiquei que os governos estão executando diversas obras ali. Outra escola de 10 salas de aula, um centro esportivo e outras obras importantes.
E com uma população maior do que 33 municípios de Mato Grosso do Sul, está preparada a se emancipar. Tem mais população do que Douradina, Juti, Vicentina, Laguna Carapã, Gloria de Dourados, Nova Alvorada do Sul e outros municípios de nossa região. Mais que outros lugares que com uma população bem menor e infra estrutura pior, querem e tem apoio dos deputados.
Acredito que é hora de ajudarmos a emanciparmos a Reserva Indígena de Dourados. Isso mesmo, a reserva Indígena de Dourados virar município. Guateca ou Jaguariru são nomes apropriados.
Já tem hospital, posto de saúde, escolas, profissionais com conhecimentos diversos, enfim lideres para tomar decisões.
Claro que esbarra em alguns itens não previstos na constituição, porém tenho certeza que estaremos dando um passo largo para a solução do atrito entre os índios e os fazendeiros em outros lugares.
Emancipação dos índios? Conheço muito prefeito menos emancipado psicológicamente que a maioria dos índios guatecas.
Um dos itens é a obrigatoriedade da distancia de dez quilômetros da sede anterior. E as cidades da Grande São Paulo? Santo André, São Bernardo e Diadema são interligados a capital. Assim também é no Grande Rio de Janeiro, Grande Vitoria e outras tantas. Política é para isso. Resolver as pendências.
A terra continua sendo da união, pois não pode ser vendida.
Com a palavra os políticos com mandatos, principalmente o Deputado Federal Geraldo Resende, pois nesse caso teremos problemas para resolver junto à área federal, o Deputado Estadual José Teixeira, pois é a assembléia que aprova novos municípios, o Prefeito Ari e Vereadores. É hora de fazer história.
E o município de Dourados não perde nada, pois já está no índice maior dos fundos.
E vamos ter novos vereadores, prefeito e vice da própria comunidade, que em vez de fecharem as rodovias para reclamarem, estarão revestidos de poder para ir até ao Governador e Presidente da Republica defenderem seus direitos.
Lendo um artigo do Advogado Wilson Matos da Silva, sobre as dificuldades da reserva indígena de Dourados, que ele como índio sofre na pele, reparei quando ele diz que ali não é reserva indígena e sim um “coloniamento de índios”.
Reserva ou ‘Coloniamento”, como previu o decreto estadual 401 que separou 3.600 hectares para esse “coloniamento”, de um total de 36.000 hectares do patrimônio de Dourados. Dez por cento de todo o patrimônio.
Eram poucos índios e com isso permitiu três etnias distintas e culturalmente diferentes se instalarem nesse local. Foi o inicio do problema.
Isso foi em 1.915. Aqui era só um patrimônio de Ponta Porã. E deu-se o nome de Francisco Horta.
O patrimônio virou distrito e em 1935 se tornou município. Cresceu em população e área territorial. E a aldeia só cresceu em população.
Hoje a história é outra. São perto de 12.000 pessoas nos mesmos 3.600 hectares. E claro com dificuldades diversas em relação há quase cem anos atrás. É a aldeia com maior população do Brasil.
Quando conheci a Reserva, era proibido até entrar sem permissão das autoridades.
Digo isso, pois deixei diversas obras, inclusive com recursos próprios ali, como o CEU da Reserva, o posto de saúde, a sala de cirurgias do hospital da Missão, abastecimento d água em convênio com a Funasa e outras obras e serviços.
Lembro que quando inauguramos o CEU, escolhemos profissionais índios para trabalharem como professores e funcionários. Até o diretor era índio. Foi uma das primeiras escolas a lecionar bilíngüe, português e guarani.
No posto de saúde até os enfermeiros eram índios. Como não tinha médico índio convidamos uma nissei, Dra. Alice Kozorovisck, pela aparência e pela sua boa vontade para ser a médica do posto de saúde. Eles a adoravam.
No primeiro dia de aula no CEU, quando chegou o ônibus que buscava os alunos, onde esperávamos 40 alunos vieram uns 200. Índio vai onde os filhos vão. Por isso lá não precisa de creches. O pneu do ônibus quase estourou de tanto peso.
Fui até a reserva esta semana e verifiquei que os governos estão executando diversas obras ali. Outra escola de 10 salas de aula, um centro esportivo e outras obras importantes.
E com uma população maior do que 33 municípios de Mato Grosso do Sul, está preparada a se emancipar. Tem mais população do que Douradina, Juti, Vicentina, Laguna Carapã, Gloria de Dourados, Nova Alvorada do Sul e outros municípios de nossa região. Mais que outros lugares que com uma população bem menor e infra estrutura pior, querem e tem apoio dos deputados.
Acredito que é hora de ajudarmos a emanciparmos a Reserva Indígena de Dourados. Isso mesmo, a reserva Indígena de Dourados virar município. Guateca ou Jaguariru são nomes apropriados.
Já tem hospital, posto de saúde, escolas, profissionais com conhecimentos diversos, enfim lideres para tomar decisões.
Claro que esbarra em alguns itens não previstos na constituição, porém tenho certeza que estaremos dando um passo largo para a solução do atrito entre os índios e os fazendeiros em outros lugares.
Emancipação dos índios? Conheço muito prefeito menos emancipado psicológicamente que a maioria dos índios guatecas.
Um dos itens é a obrigatoriedade da distancia de dez quilômetros da sede anterior. E as cidades da Grande São Paulo? Santo André, São Bernardo e Diadema são interligados a capital. Assim também é no Grande Rio de Janeiro, Grande Vitoria e outras tantas. Política é para isso. Resolver as pendências.
A terra continua sendo da união, pois não pode ser vendida.
Com a palavra os políticos com mandatos, principalmente o Deputado Federal Geraldo Resende, pois nesse caso teremos problemas para resolver junto à área federal, o Deputado Estadual José Teixeira, pois é a assembléia que aprova novos municípios, o Prefeito Ari e Vereadores. É hora de fazer história.
E o município de Dourados não perde nada, pois já está no índice maior dos fundos.
E vamos ter novos vereadores, prefeito e vice da própria comunidade, que em vez de fecharem as rodovias para reclamarem, estarão revestidos de poder para ir até ao Governador e Presidente da Republica defenderem seus direitos.
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